Semana passada eu tentei escrever essa postagem, não consegui. Eu até tinha o que escrever mas faltava "algo". Então ontem recebi uma visita inesperada. E hoje enquanto estava deitada, surgiu a conexão das ideias, e vamos ver se dá certo! Partindo do princípio que meu último post grande levou 3 horas para ficar pronto, e hoje eu tenho apenas 20 minutos, vamos torcer MESMO para dar certo! ;)
Vou começar ao estilo Walter McAlister, que cita essa frase em seu texto "A alma seca e sedenta", a qual eu me identifiquei muito:
"Talvez seja meu jeito melancólico..."
Sabe aquela sensação de ter que dar tchau pra alguém quando na verdade a vontade do seu coração é segurar essa pessoa com todas as suas forças de uma forma que ela nunca possa ir embora? Então...
Éramos em oito, que se tornaram seis e agora somos em quatro (matemática válida para ambas as partes). Juntando mais um número a essa sequência, cinco anos se passaram.
Começam aqui minhas reflexões:
Quando era pequena eu ia ao mercado e aos cultos na Assembleia Central com meu pai, e várias vezes encontrávamos os amigos de antigamente dele. Aí acontecia aquela situação super constrangedora que a maioria de nós já passou: seus pais apresentam você a alguém que apesar de você não fazer a mínima ideia de quem seja parece ser uma pessoa importante, afinal eles estão muito felizes pelo reencontro. Nos próximos cinco minutos surgem assuntos e histórias das quais você nunca se lembrará. Afinal, elas aconteceram no mínimo uns 10 anos antes de você nascer. E depois do "tchau" deles tudo volta ao normal, tudo volta ao tempo presente, e você volta a fazer parte da história. Enquanto esses relatos antigos eram contados eu ficava pensando "Como eles são amigos, se nunca se veem? Amigos são aquelas pessoas que vemos todos os dias e estão juntos sempre, não é?" Parece um pensamento precoce para uma criança, mas quem me conhece sabe que tenho uma certa inclinação a me apegar as amizades desde os três anos de idade.
Já na semana passada os adultos estavam conversando após a reunião de oração e comentando sobre "Como para o jovem 'cinco anos' fazem diferença. São anos intensos, de várias mudanças e descobertas. Mas depois de certa idade, cinco anos são apenas 'cinco anos'. Não ocorrem mais tantas mudanças. E de fato, 'cinco anos' para uma pessoa de 70 anos é diferente dos mesmos 'cinco anos' de uma pessoa de 25 anos."
Hoje eu não vou com tanta frequência ao mercado com meu pai e avisto os 25 anos (exagero!).
O tempo passa mais rápido do que eu consigo acompanhar e de repente: Ei! A história agora está acontecendo comigo! Os amigos de "todo dia" começaram a se formar, trabalhar, casar e ter filhos. A falta de tempo, os desencontros, os compromissos tudo o que se tem direito na vida adulta. E a convivência? Ah, essa foi reduzida a um encontro às vezes programado, mas geralmente não, a cada seis meses, um ano ou mais. Uma mensagem de celular, um e-mail ou uma "curtida" na sua foto/status do Facebook.
Eu só sei que ontem foi tão bom rever um antigo amigo. Como se por alguns instantes estivéssemos novamente naquela época em que estávamos juntos todos os dias. E como se de alguma forma ainda fosse possível reviver aquelas histórias que a cada dia que passa ficam mais distantes, e hoje são apenas lembranças. Essas mesmas histórias que daqui alguns anos iremos contar e rir quando nos reencontrarmos no mercado e nossos filhos ficarão perdidos sem entender nada.
Penso que para cada um de nós esse período foi importante, principalmente pq foi nessa época juntos que o Senhor começou a fazer uma obra mais profunda em nossos corações. E como em todo relacionamento humano normal, cometemos vários erros, coisas das quais nos arrependemos e se tivéssemos oportunidade de fazer diferente, faríamos. Mas também conquistamos muito juntos! Bem ou mal, são esses dias que compõem nossa história. Uma história que eu tenho muito prazer de compartilhar com vocês!
Amo-os, tanto quanto há cinco anos. E desejo que cada vez que nos reencontrarmos, programado ou não, o Senhor seja o nosso comum. Aquilo do que sempre poderemos nos alegrar e compartilhar todos os dias de nossa vida.
Obs.: Eu não terminei o texto em 20 minutos, não mesmo! ;)
Nenhum comentário:
Postar um comentário